Foto: Reprodução
Os dez advogados presos durante a Operação Sintonia de Gravata tinham cargos e funções diferentes em facções criminosas na Bahia, a exemplo do Comando Vermelho (CV), Bonde do Maluco (BDM) e o Terceiro Comando Puro (TCP). A investigação revelou que advogados utilizavam indevidamente suas prerrogativas profissionais para atuar como mensageiros, facilitando a comunicação entre lideranças presas em unidades de segurança máxima e membros externos.
Segundo denúncia obtida pelo Bahia Notícias, nesta segunda-feira (6), os profissionais presos tinham condutas individuais, que extrapolavam a assistência jurídica para abranger a gestão financeira, logística de armas e tráfico de drogas. Os cargos deles iam desde a gestão de armamentos, como a contabilidade de facções e até o transporte e tráfico de drogas.
Os profissionais ainda realizavam engrenagens de gestão entre os chefes do tráfico presos, sendo representante deles, que estavam em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e os membros em liberdade.
De acordo com o documento acessado pela reportagem, os profissionais presos tinham papéis e funções diversas na organização criminosa. Veja como funcionava a estrutura e os cargos que cada um dos advogados tinham nas facções: