Imortal Alcivandes Santana
Tem gente que veio ao mundo para fazer diferença Que nasceu para ensinar o sentimento do AMOR. Tem gente que ensina pelo exemplo Cortando na própria pele A dor que muitos só imaginam. Tem gente que brinca de ser feliz Que põe um sorriso no rosto e zomba da dor.
E como se fosse uma piada de mal gosto Você se foi em pleno primeiro de abril Você fez graça Partiu serenamente Tirando a alegria dos amigos
E lá fomos nós degustar dessa triste notícia. É Domingo de Ramos E nas cidades mundo à fora O cristão sai às ruas com galhos de palmeiras Cantando, rezando e andando. Agitando seus galhos de Palmeiras. E festejando a festa de Cristo-Rei.
E nós aqui, Alcivandes Santana, Vivemos o luto da perda O luto da partida O canto da despedida A dor da separação.
E era Domingo de Ramos Do ano do Senhor Jesus Cristo de 2023 A procissão seguia cantando e louvado Ao Cristo-Rei que entrava em Jerusalém Mas, nos nossos olhos as lágrimas jorravam Pensando no menino-homem que nos deixava E no céu já se encontrava fazendo festa.
O vazio imenso se que apossou Nos corações dos amigos Que sorviam sua força e coragem Se espelhando no seu exemplo De guerreiro incansável da luz.
E lá se foi você, Alcivandes Santana, Viver no paraíso celestial Onde tudo é luz E os querubins tocam suas liras Entoando cantos de Glória e Aleluia Distribuído sorrisos fartos E cantos maviosos de cura.
(Marajana Araújo)