Mulheres e Finanças: conexão necessária para uma sociedade mais justa

Na semana em que a pauta sobre as lutas e direitos da mulher ganha maior alcance, considero relevante que se discuta o quanto estamos ou não avançando no mercado financeiro, no sentido de garantir às mulheres maior espaço e autonomia financeira.

De acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), as mulheres chefiam 45% dos lares brasileiros. Além disso, são elas as responsáveis por pelo menos 90% das decisões de compras das famílias.

Dados assim, corroboram sobre o quanto a liberdade financeira é estruturante, e quanto é responsabilidade das instituições financeiras em prover meios para qualificação, engajamento e acesso de mulheres ao ecossistema do mercado de capitais.

O desafio do tempo e a falta de oportunidades
O tempo é um recurso precioso que custa mais caro para as mulheres, impactando diretamente sua possibilidade de alcançar a liberdade financeira.

As mulheres dedicam o dobro do tempo às tarefas domésticas em comparação aos homens, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e, mesmo sendo maioria nos cursos superiores, mestrados e doutorados, elas continuam ganhando, em média, 30% a menos que os homens em funções equivalentes.