O falecimento do Professor, Escritor, Historiados Alcivandes Santos Santana, 51 anos, comoveu os moradores das cidades de Paulo Afonso e Santa Brígida na Bahia. Alcivandes lutava contra um câncer, guerreiro, nunca perdeu a esperança de viver. Sempre de sorriso largo, viveu com intensidade seu últimos momentos. Alcivandes foi um baluarte da história dessas duas cidades.
Lançou alguns livros que trasmitia sua paixão pelas histórias da região. Madrinha Dodó, Pedro Batista foram alguns dos seus livros, que agora fica no acervo da história. Um grande abraço, fica em paz que sua missão foi cumprida…
Acompanhe uma mensagem de Gilberto Santana (irmão) que relata muito bem sua trjetória de vida:
O velório do “professor Alcivandes Santana. O corpo foi velado na sua residência: Rua Castro Alves 68 , Santa Brígida Bahia. O sepultamento aconteceu às 16h no Cemitério São Pedro de Santa Brígida. A todos que compareceram a esse ato de fé e solidariedade cristã , nossa gratidão.
A VOLTA DO PROFESSOR APRENDIZ
Num domingo de Ramos, Jesus é saudado triunfante em Jerusalém. O mundo saudava o Mestre dos Mestres, o divino Nazareno.
Nesse domingo de Ramos entregamos o discípulo do Grande Mestre, Nosso mestre “professor aprendiz” Alcivandes Santana, para ser recebido na espiritualidade maior…
O aprendiz e professor viveu a vida como uma missão pedagógica, enfrentou os desígnios, as curvas, subidas, descidas e todas as adversidades com sabedoria.
Lapidou as pedras do caminho e semeou estrelas de luz em toda a sua trajetória.
Como o grande Mestre, ele também era filho de um carpinteiro e tinha uma mãe que chamava Maria… Não era um Alcivandes qualquer, era Alcivandes dos Santos e seu sobre nome finda homenageando a avó da mãe de Deus, Sant’ana.
Alcivandes dos Santos Santana respondeu as pancadas desse mundo com poesia… Estudo, contou e fez história!
A palavra era sua matéria prima, e com ela escreveu, descreveu o nordeste, os Romeiros, o cangaço, o sertão, Santa Brígida, Pedro Batista, Madrinha Dodô e vários outros personagens de fé e resistência.
Quando a enfermidade o alcança impondo a dor e o sofrimento, desse quadro cinzento da doença, ele levanta e pinta a tela da vida com cores e sabores. Artista plástico que retrata seus afetos, seus encantos, sua crença e cultura.
Seu pincel pinta o mundo com cores de igualdade e fraternidade.
Nas relações interpessoais ele encenava a alegria, o bom humor, e tinha nos lábios sempre uma palavra de conforto.
Era mestre em fazer e conservar amigos… São esses amigos, que hoje no domingo de Ramos saúda, agradece e deseja que o seu ingresso no reino que não é deste mundo, seja triunfante no regresso à verdadeira Pátria.
Hoje a cultura popular abre as cortinas do céu, numa festa com banda de pífanos, reizados, cantorias, romarias, São Gonçalos, emboladas e cordéis.
Hoje a academia de letras de Paulo Afonso tempesteia sonetos, sextilhas, decassílabos, versos, prosas e crônicas que se juntam em um só elemento de arte, para reconhecer esse artista, professor, historiador, turismólogo, imortal e encantador de pessoas ALCIVANDES SANTANA
Não é pau, nem é pedra, nem o fim do caminho… É recomeço! Beber de sua sabedoria, enxergar o mundo com suas cores, temperar a vida com seus sabores e escrever a história com suas verdades. SIGA NA LUZ!
Gilberto Santana.